domingo, 9 de junho de 2013

Cientistas investigam se a previsão de um choque entre um NEA (asteroides que passarão perto da terra)

Não há previsão de um choque entre um NEA (asteroides que passarão perto da Terra) nos próximos anos, mas os astrônomos estão buscando cada vez mais precisão no acompanhamento destes corpos celestes. As previsões dizem que uma grande colisão ocorre a cada 100 milhões de anos. Mas um choque que libere cerca de 1 milhão de megatons de energia - de um asteroide de 2 km de diâmetro, por exemplo - ocorre a cada 1 milhão de anos e mataria uma quantidade substancial de pessoas, segundo a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).
Isso significa que você tem cerca de uma chance em 40 mil de morrer como resultado de uma colisão. Segundo a Caixa Econômica, a chance de ganhar a Mega Sena em um jogo é uma em 50.063.860.
As pesquisas espaciais rastreiam NEAs maiores do que 1 km, que são grandes o suficiente para causar grandes catástrofes. Mas existem milhares objetos menores do que isso, com energia equivalente a uma grande bomba nuclear, que podem atingir a Terra em algum momento do próximo século ou do outro.
A atmosfera nos protege da maioria dos NEAs menores do que 40 m de diâmetro, ou energia de impacto de cerca de três megatons. A partir deste tamanho até cerca de 1 km de diâmetro, um NEA teria impacto em escala local. Acima de uma energia de um milhão de megatons (diâmetro de cerca de 2 km), um impacto produziria graves danos ambientais em uma escala global -- com um "inverno" que causaria fome e doenças em todo o mundo. Impactos ainda maiores podem provocar extinções em massa, como a que terminou com a era dos dinossauros, na escala de 100 milhões de megatons.
Os astrônomos estimam que existam cerca de mil NEAs maiores do que 1 km de diâmetro e mais de um milhão maiores do que 40 metros de diâmetro (o limite aproximado para a penetração na atmosfera da Terra). O maior objeto tem menos de 25 km de diâmetro. 

Por exemplo, o asteroide 2013 GM3 tem uma chance em 6.670 de atingir a Terra de 2028 a 2113; o asteroide 101955 1999 RQ36, uma em 1.410 chances entre 2169 a 2199; o 99942 Apophis (2004 MN4), uma em 256 mil em 2068

O projeto marte

Editora GloboO projeto ‘Marte I’ visa levar quatro pessoas para morar em Marte a partir de 2023. O projeto, dfinanciado por uma empresa holandesa independente, deve ser too televisionado. A ideia é começar a treinar astronautas no próximo ano e transformar a seleção e o treinamento do programa em um evento de mídia similar a um reality show. “Nós enxergamos isso como uma jornada que pertence a todos nós e é por essa razão que daremos cada passo juntos,” declarou um porta-voz da The Dutch. “A nossa forma de financiar a missão será transformar a viagem para Marte no maior evento midiático da história"

A cada dois anos o grupo receberá mais quatro moradores.  A estrutura no planeta deve começar a ser montada já em 2016, quando satélites de comunicação vão ser enviados para Marte. Em 2018 uma expedição planetária verificará o local para escolher o melhor lugar para a construção da habitação dos humanos. Em 2020 as estruturas habitacionais serão montadas, e no dia 20 de setembro de 2022 a equipe deixará a Terra e viajará para Marte. A viagem levará sete meses, com previsão de chegada em abril de 2023. 

A companhia holandesa responsável pelo projeto é apoiada pelo vencedor do prêmio Nobel de Física, Gerard’t Hooft, além do co-criador do Big Brother, Paul Romer. Eles negociam com fornecedores independentes de produtos espaciais, como a Space X que, recentemente, lançou o primeiro foguete privado para a Estação Espacial. 

“O mundo todo poderá assistir e ajudar nas decisões conforme as equipes forem selecionadas. Eles acompanharão o treino intenso e a preparação para a missão e, claro, observarão a chegada dos escolhidos a Marte. Os astronautas dividirão suas experiências conosco conforme constroem seu novo lar, conduzem experimentos e exploram o planeta vermelho.” 

Paul Romer comentou a surpresa que foi receber a notícia do projeto. “Quando os fundadores do ‘Marte I’ me abordaram perguntando quando poderiam conversar comigo sobre uma missão para Marte, minha primeira resposta foi: essas pessoas são loucas. O que eles podem fazer que a NASA não poderia?’”, disse.

“Essa conversa deixou as coisas claras pra mim. Eles são tão criativos e o conceito de uma missão ‘só de ida’ é, ao mesmo tempo, chocante e emocionante. Esses aspectos que me trouxeram a ideia de transformar a missão no maior evento midiático do mundo. A realidade encontra o show sem uma necessidade de fim e com o mundo todo assistindo.” 

Apollo 11

Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e a primeira a realizar uma alunagem, no dia 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu a meta proposta pelo Presidente John F. Kennedy em 25 de maio de 1961, quando, perante o Congresso dos Estados Unidos, afirmou:
Eu acredito que esta nação deve comprometer-se em alcançar a meta, antes do final desta década, de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança"

— Pres. Kennedy, 25 de maio de 1961.2

Composta pelo módulo de comando Columbia, o módulo lunar Eagle e o módulo de serviço, a Apollo 11, com seus três tripulantes a bordo, foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13:32 UTC de 16 de julho, na ponta de um foguete Saturno V, sob o olhar de centenas de milhares de espectadores que enchiam estradas, praias e campos em redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espectadores pela televisão em todo o mundo, para a histórica missão de oito dias de duração, que culminou com as duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua.

sábado, 8 de junho de 2013

Algumas notícias sobre o sistema solar




Em 2014 acontecerá a primeira jornada do cometa Ison pelo Sistema Solar em direção ao Sol. Quando passar “próximo” da Terra ele pode formar uma chuva de meteoros bem diferente da que estamos acostumados.
Considerado o cometa do século 21, uma sonda da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) detectou que o Ison, que é maior do que a Austrália, está arremessando cerca de 50,8 mil quilos de poeira por minuto no espaço.
Paul Wiegert, pesquisador da Universidade de Western Ontario, criou um modelo computacional para definir a trajetória do cometa e calculou que essa poeira fina vai atingir a Terra em janeiro do ano que vem.
“Durante vários dias, em especial em 12 de janeiro de 2014, a Terra passará por um fluxo de poeira muito fina produzida pelo cometa Ison em seu caminho para o Sol. E essa chuva de meteoros pode ter propriedades interessantes”, avisa o pesquisador de meteoros.
Mas podem ficar despreocupados, essa chuva de meteoros incomum dificilmente será vista do nosso planeta. Devido ao tamanho, os pequenos grãos do cometa não conseguirão passar pela atmosfera do nosso planeta.  Mesmo se forem arremessados a uma velocidade de 56 km/s, eles devem parar nas camadas superiores sem explodir nem formar estrelas cadentes.
Fonte: NASA

Algumas notícias sobre o sistema solar

Cientistas descobrem planeta potencialmente habitável
Pesquisadores afirmam ter encontrado planeta que pode sustentar vida animal fora do Sistema Solar
por Redação Galileu
Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Carnegie Institution of Washington anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um planeta com três vezes a massa da Terra orbitando uma estrela a uma distância que o coloca diretamente em uma "zona habitável".
Para os astrônomos, um planeta "potencialmente habitável" pode sustentar a vida animal, mas não necessariamente humana. A habitabilidade depende de muitos fatores, mas a possibilidade de existir água e atmosfera no planeta são as mais importantes.
Divulgação Nasa
Desenho da artista Lynette Cook mostra a estrela Gliese 581 (avermelhada, ao fundo) e o planeta descpnerto Gliese 581g, que pode ser habitável
"A descoberta oferece uma possibilidade muito convincente para a existência de um planeta possivelmetne habitável", afirmou Steven Vogt, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia e um dos líderes da pesquisa. "O fato de detectarmos um planeta nessas condições tão rapidamente e tão perto nos diz que planetas como este deve ser muito comuns", disse.
O novo planeta, batizado de Gliese 581g, realiza uma órbita completa sobre a estrela Gliese 581 em 37 dias. Sua massa indica que é um planeta rochoso com uma superfície bem formada e gravidade suficiente para reter uma atmosfera.
O planeta está "preso" à estrela-mãe, o que significa que um lado está sempre voltado para a estrela, com luz do dia perpétua, enquanto o lado voltado para longe da estrela está em perpétua escuridão. Um dos efeitos dessa disposição é estabilizar o clima da superfície do planeta, segundo Vogt. A zona mais habitável seria na região entre a sombra e a luz. A descoberta será publicada na revista científica Astrophysical Journal.
A nova descoberta é baseada em 11 anos de observação da estrelha anã Gliese 581 usando o espectrômetro HIRES do telescópio Keck I. O espectrômetro permite medições precisas de velocidade radial de uma estrela (o seu movimento ao longo da linha de visão da Terra), que pode revelar a presença de planetas. A força gravitacional de um planeta em órbita provoca mudanças periódicas na velocidade radial da estrela-mãe, possibilitando o registro de novos planetas por parte dos cientistas.


Algumas notícias sobre o sistema solar

Limbo solar: sonda vai explorar regiões desconhecidas do Sol
A Nasa (a agência espacial americana) afirmou nesta terça-feira em Washington que no próximo dia 26 de junho lançará um novo satélite com destino ao Sol, para explorar uma das regiões mais desconhecidas da estrela, o chamado limbo solar, onde é gerada a maior parte das emissões ultravioleta. 

http://www.astronews.com.br/WebSite/NewsDetail.php?Op=Image&Id=1536
Erupção solar é registrada por sonda. Novo satélite vai estudar nossa estrela. Foto: Nasa / Divulgação

O limbo solar, ou região interface, está localizado entre a superfície visível do Sol e sua atmosfera superior e a Nasa estima que nele se encontram "estruturas" de entre 160 e 240 quilômetros de largura e até 160 mil de comprimento. 

"Imaginem jatos gigantes do tamanho da cidade de Los Angeles que são suficientemente longos e rápidos para dar a volta na Terra em 20 segundos. Esta missão nos fornecerá as primeiras imagens em alta resolução destas estruturas, assim como informação sobre sua velocidade, temperatura e densidade", afirmou o pesquisador da Nasa, Alan Title.
 

A missão que será lançada no final do mês foi batizada como Iris (acrônimo para Espectógrafo de Imagens da Interface Solar) e está equipada com um telescópio ultravioleta criado para fazer imagens em curtos intervalos de segundos.
 

O satélite Iris foi projetado e construído no centro tecnológico Lockheed Martin de Palo Alto (Califórnia) e será enviado ao espaço a bordo de um foguete Pegasus XL.
 

Algumas notícias sobre o sistema solar

Astrônomos acham sistema com dois planetas na zona habitável
SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A
 FOLHA
Atualizado às 18h28.
Quem pensa que o Sistema Solar é interessante por ter um planeta habitável vai pirar com o que há ao redor da estrela Kepler-62. Lá, nada menos que dois mundos --possivelmente rochosos-- ocupam órbitas na região mais favorável ao surgimento da vida.
É a conclusão eletrizante a que chega um estudo produzido pela equipe do satélite Kepler, caçador de planetas da Nasa, e recém-publicado na revista científica americana "Science".
Os pesquisadores liderados por William Borucki identificaram um total de cinco planetas girando ao redor da estrela, uma anã laranja com 63% do diâmetro do Sol.
Todos eles são relativamente nanicos --quatro entram na categoria das superterras (com diâmetro até duas vezes o terrestre) e um é do tamanho de Marte, ou seja, menor que a Terra.
Os três mais internos são quentes demais para abrigar vida. Já os dois mais externos, Kepler-62e e Kepler-62f, têm suas órbitas na chamada zona habitável do sistema --região em que, numa atmosfera similar à da Terra, um planeta pode abrigar água líquida em sua superfície.
NASA/Ames/JPL-Caltech
Concepção artística do planeta Kepler 62f, o menor em zona habitável já achado fora do Sistema Solar
Concepção artística do planeta Kepler 62f, o menor em zona habitável já achado fora do Sistema Solar
APARÊNCIAS ENGANAM
A questão é: esses planetas são parecidos com a Terra? Constatar isso é um dos maiores desafios da astronomia, uma vez que as superterras não têm equivalente no Sistema Solar.
Por aqui, há, nas órbitas mais distantes, planetas gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno), e nas mais próximas do Sol os pequeninos mundos rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), dos quais o nosso planeta é o maior deles.
As superterras, em termos de tamanho, estão no meio do caminho entre essas duas categorias. Mas ninguém sabe com certeza se elas são rochosos grandalhões ou gasosos murchos.
E isso tende a fazer toda a diferença do mundo para a busca por vida.
Uma forma de resolver a questão é determinar, ao mesmo tempo, o diâmetro do planeta e sua massa. Assim, dividindo a massa pelo volume, obtemos a densidade. Com ela, dá para saber se o planeta é rochoso ou gasoso.
A técnica usada pelo satélite Kepler para detectar planetas (medir pequenas reduções de brilho nas estrelas conforme os mundos ao seu redor passam à frente dela, como minieclipses) é boa para medir o diâmetro.
Contudo, para estimar a massa com segurança, a melhor técnica é a usada pelos observatórios em terra, que mede o "bamboleio" gravitacional da estrela conforme os planetas giram ao seu redor.
Infelizmente, no caso do Kepler-62, os planetas são pequenos demais e a estrela é muito ativa para permitir o uso dessa estratégia para confirmar a massa desses mundos com o nível de precisão dos instrumentos atuais.
CASOS SIMILARES
Embora a composição desses mundos ainda seja desconhecida, os pesquisadores citam outros planetas com diâmetro similar que tiveram sua densidade medida (três casos no total) para argumentar que Kepler-62e e Kepler-62f provavelmente sejam rochosos como a Terra.
Uma modelagem em computador feita por um outro grupo liderado por Lisa Kaltenegger, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos EUA, sugere que os dois planetas devem ter oceanos globais cobrindo totalmente sua superfície --planetas-água, por assim dizer. Mas isso pressupõe que os cientistas acertaram as quantidades dos ingredientes usados para formar os planetas, o que não é de modo algum certo.
Pelo menos, esses dois mundos não têm um problema que outros planetas detectados na zona habitável de suas estrelas possuem: o "travamento gravitacional".
Reuters
Concepção artística compara o tamanho dos exoplanetas, Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e, Kepler 62f, respectivamente, com a Terra. A descoberta dos dois últimos foi anunciada nesta quinta.
Concepção artística compara o tamanho dos exoplanetas, Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e, Kepler 62f, respectivamente, com a Terra. A descoberta dos dois últimos foi anunciada nesta quinta.
Esse fenômeno acontece quando a mesma face do planeta fica o tempo todo voltada para a estrela. Mais comumente observado no sistema Terra-Lua, em que o satélite exibe sempre a mesma face para o planeta, casos como esse se apresentam naqueles mundos que orbitam muito próximos do astro principal. Mas não é o caso aqui.
"Exceto pelo planeta mais interno --Kepler-62b--, todos os planetas têm períodos orbitais tão grandes que é extremamente improvável que eles estejam travados", disse à Folha Borucki, antes de apresentar os resultados em uma entrevista coletiva organizada pela Nasa nesta quinta.
Em suma, esses dois mundos sobem direto para o topo da lista de potenciais planetas com vida, embora rigorosamente nada se possa dizer a esse respeito, exceto que, em teoria, eles podem abrigar água líquida na superfície.
Por isso, apesar do entusiasmo, os cientistas são muito cautelosos no parágrafo final de seu artigo científico: "Não sabemos se Kepler-62e e -62f têm uma composição rochosa, uma atmosfera ou água. Até que consigamos detectar espectros adequados de suas atmosferas não poderemos determinar se eles são de fato habitáveis."

Ainda assim, é impossível não se empolgar com a possibilidade.